Uma mobilização nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, resultou na prisão de 504 pessoas procuradas pela Justiça por envolvimento em crimes violentos e organizações criminosas. Batizada de Operação Captura, a ação reuniu unidades especializadas das Polícias Civis das 27 unidades da Federação.
A ofensiva foi realizada entre 24 de agosto e 26 de setembro de 2026, com a participação de 530 policiais. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em 9 de outubro e atualizado em 15 de outubro. Segundo a fonte oficial do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a operação teve como foco pessoas consideradas de alta periculosidade e alvos associados a grupos criminosos.
O resultado representa uma atuação articulada entre as forças estaduais de investigação e a estrutura nacional de segurança pública. Em vez de se concentrar em uma única cidade ou estado, a operação foi organizada para alcançar procurados em diferentes pontos do território brasileiro, aproveitando a atuação das Polícias Civis em cada unidade da Federação.
Como funcionou a Operação Captura
A Operação Captura foi estruturada a partir do trabalho conjunto entre a Senasp e as unidades especializadas das Polícias Civis. O objetivo central foi localizar pessoas com mandados judiciais relacionados a crimes violentos e efetivar as prisões determinadas pela Justiça.
A estratégia também incluiu a priorização de investigados ou condenados associados a organizações criminosas. A integração permitiu que informações e esforços policiais fossem direcionados para alvos distribuídos em diferentes estados, ampliando o alcance da ação e evitando que a procura por pessoas foragidas ficasse restrita ao local de origem dos mandados.
O balanço oficial informa o total de 504 prisões, mas não apresenta, na divulgação consultada, uma divisão detalhada por estado, tipo de crime ou unidade policial responsável por cada cumprimento. Por isso, não é possível atribuir números específicos a determinada região nem indicar quantos presos estariam relacionados a cada modalidade criminosa.
O que são os Crimes Violentos Letais Intencionais
Entre os focos da operação estão os chamados Crimes Violentos Letais Intencionais, conhecidos pela sigla CVLI. A categoria reúne crimes que resultam na morte intencional de uma vítima, como homicídio, feminicídio e latrocínio.
O homicídio corresponde à morte provocada intencionalmente por outra pessoa. O feminicídio se refere ao assassinato de uma mulher em contexto de violência doméstica e familiar ou por razões relacionadas à condição de gênero. Já o latrocínio é o roubo seguido de morte. Na Operação Captura, os mandados relacionados a essas ocorrências foram tratados como prioridade pelas forças participantes.
A concentração nesses crimes está ligada ao impacto direto que eles provocam sobre a segurança da população. A localização de pessoas procuradas por delitos letais permite dar cumprimento a decisões judiciais e retirar de circulação alvos apontados pelas autoridades como prioritários, sem que isso substitua o andamento regular dos processos e das investigações.
Integração amplia alcance das prisões
A participação das Polícias Civis de todo o país deu à operação uma dimensão nacional. Como essas instituições atuam na investigação de crimes e no cumprimento de determinações judiciais em seus respectivos territórios, a articulação entre as unidades possibilita uma resposta coordenada a procurados que podem estar fora da área onde os crimes foram registrados.
O envolvimento de 530 policiais demonstra a escala da mobilização, que dependeu de equipes especializadas para localizar os alvos, confirmar as ordens judiciais e realizar os cumprimentos. A operação também evidencia a importância do compartilhamento de informações entre os órgãos de segurança pública quando a prioridade é alcançar pessoas procuradas em mais de uma região do Brasil.
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Operação Captura terminou com 504 prisões no período informado. A fonte oficial, entretanto, não detalha eventuais etapas posteriores dos processos, nem apresenta informações individualizadas sobre os presos. As situações de cada pessoa devem continuar sob análise das autoridades responsáveis e do Poder Judiciário, conforme os procedimentos legais aplicáveis.
