Como ressalta Gustavo Morceli, a inovação educacional nas redes públicas não pode ser um evento isolado, mas sim um processo contínuo de governança que assegure infraestrutura e suporte pedagógico. Para que a tecnologia chegue efetivamente à sala de aula, é indispensável que a gestão pública atue como facilitadora, criando políticas de estado que sobrevivam às mudanças de governo.
Se a sua secretaria ou órgão de ensino busca implementar um modelo de digitalização que combine eficiência técnica com transformação social, continue a leitura e compreenda agora os pilares para uma governança de impacto.
Como a governança eficiente sustenta a inovação nas redes públicas?
A implementação de tecnologia em larga escala exige um planejamento que vai além da simples compra de equipamentos. O CEO PETE, Gustavo Morceli, explica que a governança de dados e de recursos é o que garante que cada escola receba o suporte necessário para manter os seus laboratórios ativos. Incontestavelmente, sem uma estrutura centralizada que coordene a manutenção e a atualização de softwares e hardwares, a inovação corre o risco de se tornar obsoleta em poucos meses.
Nenhum dispositivo tecnológico substitui o papel do mediador, e a formação dos professores é o elo que transforma ferramentas em conhecimento. Gustavo Morceli pontua que a capacitação não deve ser apenas instrumental, mas sim pedagógica, ensinando o docente a integrar a tecnologia no currículo. Frequentemente, o receio da tecnologia é superado quando o professor percebe que sensores e algoritmos são aliados que facilitam a gestão da aprendizagem e o engajamento da turma.
- Mentoria técnica: apoio constante para que os professores consigam solucionar dúvidas práticas no dia a dia;
- Comunidades de prática: espaços para que docentes de diferentes escolas partilhem projetos de sucesso com o uso de dados;
- Atualização metodológica: formação voltada para metodologias ativas e aprendizagem baseada em desafios.

Estratégias de continuidade: Como garantir que a inovação seja perene?
Um dos principais desafios da gestão pública é garantir que bons projetos não sejam interrompidos por ciclos políticos. Gustavo Morceli enfatiza que a institucionalização da inovação por meio de leis e planos decenais é a melhor forma de proteger o futuro dos alunos. Quando a tecnologia educacional é vista como um direito do estudante, ela torna-se uma prioridade orçamentária e social difícil de ser ignorada.
A secretaria de educação tem a missão de garantir que a inovação não aprofunde as desigualdades, mas que atue como um nivelador social. O foco deve ser a entrega de conectividade e equipamentos para as áreas de maior vulnerabilidade, garantindo que o filho do trabalhador rural e o aluno do centro urbano tenham as mesmas ferramentas de futuro. Dessa maneira, a governança educacional cumpre o seu papel democrático de oferecer excelência para todos.
O papel das secretarias na inovação é orquestrar a união entre governança técnica, formação de pessoas e continuidade política. Ao adotar uma postura de liderança estratégica, o poder público transforma o ambiente escolar em um verdadeiro polo de desenvolvimento tecnológico. A tecnologia, deste modo, deixa de ser um desafio administrativo para se tornar o motor da emancipação intelectual e social de toda uma geração.
A inovação como política de Estado
A modernização do ensino exige uma visão que ultrapasse o tempo de uma gestão municipal ou estadual. Como resume Gustavo Morceli, a inovação tecnológica só floresce onde existe organização e compromisso com o futuro. Ao consolidar as políticas de inovação, as secretarias de educação garantem que o conhecimento e a tecnologia sejam o legado mais duradouro deixado para a sociedade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
