A operação nacional de segurança montada para o primeiro turno das Eleições 2026 registrou 190 autos de prisão em flagrante e 203 termos circunstanciados. O balanço foi divulgado em 5 de outubro pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, após o monitoramento realizado nos dias 3 e 4 de outubro, em todas as 27 unidades da Federação.
As ações foram coordenadas a partir do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília, com apoio das estruturas estaduais. O objetivo foi acompanhar ocorrências relacionadas à segurança do processo eleitoral e permitir a articulação entre forças policiais, órgãos de fiscalização e instituições que atuaram durante a votação.
Operação mobilizou mais de 321 mil profissionais
De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a operação mobilizou 321.352 profissionais. O efetivo reuniu integrantes das forças de segurança estaduais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional, Forças Armadas, corpos de bombeiros, Agência Brasileira de Inteligência e representantes da Justiça Eleitoral.
A estrutura empregada também incluiu 34.625 veículos, 239 embarcações e 121 aeronaves. A utilização de diferentes meios buscou garantir presença operacional em áreas urbanas, regiões de fronteira, localidades de difícil acesso e pontos considerados estratégicos para o acompanhamento do primeiro turno.
O centro nacional e as estruturas estaduais funcionaram como pontos de integração das informações. Com o acompanhamento das ocorrências em tempo real, as instituições puderam compartilhar dados e direcionar equipes conforme a necessidade registrada em cada região. O relatório oficial, contudo, não detalha individualmente todas as prisões por estado.
Boca de urna e propaganda irregular estão entre as ocorrências
As ocorrências mais frequentes registradas durante a operação envolveram boca de urna, propaganda eleitoral irregular e suspeitas de compra de votos ou corrupção eleitoral. Esses casos foram tratados pelas forças mobilizadas e pelas autoridades competentes conforme a natureza de cada ocorrência.
Além das prisões e dos termos circunstanciados, foram apreendidas nove armas, 13 veículos, aproximadamente R$ 650 e 316.047 materiais de campanha. O conjunto de apreensões mostra que a fiscalização alcançou tanto situações relacionadas à propaganda quanto possíveis práticas de vantagem indevida e outros delitos associados ao período de votação.
Os 190 autos de prisão em flagrante representam casos nos quais as autoridades identificaram situação compatível com esse tipo de procedimento. Já os termos circunstanciados são registros utilizados para infrações de menor potencial ofensivo, conforme o encaminhamento dado pelas instituições responsáveis. O balanço do Ministério da Justiça apresenta os números de forma consolidada para todo o país.
Nordeste concentrou maior parcela das ocorrências
O Nordeste concentrou 28,7% do total de ocorrências registradas na operação, segundo o relatório final do Ministério da Justiça. A divulgação da distribuição regional ajuda a dimensionar a atuação nacional, mas não significa, por si só, uma comparação entre os índices de criminalidade eleitoral ou entre o número de eleitores de cada região.
O monitoramento integrado permitiu reunir em uma mesma estrutura informações produzidas por órgãos com atribuições distintas. A Polícia Federal, por exemplo, atuou na apuração de crimes eleitorais e divulgou um balanço próprio sobre as investigações conduzidas ao longo de 2026.
Segundo a Polícia Federal, foram instaurados 1.300 inquéritos relacionados a crimes eleitorais até as 15h10 de 4 de outubro. Esse número pertence ao balanço parcial da instituição e tem escopo diferente do relatório do Ministério da Justiça, que contabiliza as ocorrências da operação integrada realizada durante o primeiro turno.
Coordenação nacional amplia capacidade de resposta
A atuação conjunta buscou evitar que as informações ficassem restritas a uma única força ou a uma única unidade da Federação. A integração entre os centros de comando e controle, as polícias e os demais órgãos envolvidos permitiu acompanhar a movimentação operacional durante o período eleitoral e encaminhar as ocorrências às instituições responsáveis.
Em outra publicação sobre as eleições, a Polícia Federal também destacou a atuação contra crimes eleitorais, incluindo apurações relacionadas à segurança do processo e à proteção de candidatos. A participação da PF complementou o trabalho das forças estaduais e dos demais órgãos mobilizados no esquema nacional.
O balanço divulgado em 5 de outubro retrata a operação do primeiro turno e não representa, necessariamente, o resultado de toda a apuração posterior dos casos. Prisões, termos circunstanciados e inquéritos ainda podem gerar procedimentos nas instâncias competentes, conforme o avanço das investigações e a análise das evidências reunidas.
